Skip to content

Veja o tratamento que os artistas recebem em Belo Horizonte.

01/05/2011



Fiscalização realizada no dia 29/4/2011

Veja o video da destruição da arte em praça pública:

  
No dia 27/04 os fiscais “a paisana” com o apoio da policia militar levando a mochila, o cobertor, ferramentas e matéria prima de um artesão, :
Anúncios

From → Sem categoria

19 Comentários
  1. CECILIA permalink

    FISCAL Y POLICIA FILHO DA PUTA LO NOSO ES ARTE VOCES SON CACHORRO DEL ESTADO DO FACEN LO QUE LES MANDAN INVEJAN NOSA LIBERTADE.VOCES PODEN LEVAR NOSOS TRABALHOS MAS NO NOSAS MANOS

    • Planofurado permalink

      Tente usar menos chavões e frases decoradas, talvez assim consiga refletir sobre a possibilidade real e complicada de se acabar com o Estado.

  2. Indignado permalink

    IMPEACHMENT DE MARCIO LACERDA JA !

  3. Maryanne permalink

    Falta de vergonha na cara desse povo,onde entra o direito de expressão?
    O senhor foi preso por achar um absurdo o roubo dos fiscais e policiais,isso é revoltante.
    Se eu estivesse lá eu ia ser presa por desacato e agressão,por que eu ia cair de pancada naquele safado.Só tem corrupto nos cargos públicos mesmo!
    Esses desgraçados tiraram o pão dessas pessoas,onde Deus está que não vê isso?

  4. Parabéns pelo espaço de denúncia!
    A população precisa entender melhor o que se passa.
    Jornalistas despreparados e alinhados aos poderosos usam dos grandes meios de comunicação para fazerem o papel de protetores da boa sociedade! Não percebem o grande erro que cometem, prejudicando toda a sociedade com uma visão deturpada da realidade!
    Abç,
    Fidélis

  5. Planofurado permalink

    Esse pessoal “das margens” não rompeu com nada, pelo contrário, justifica o discurso vigente a cada vez que compra a manufatura e revende como qualquer outro comerciante. Os que fazem alguma bijuteria dita artesanato podiam ao menos se organizar para fazer frente de forma efetiva às arbitrariedades da policia. Mas não, nada disso ocorre, não há entre eles qualquer iniciativa politica real que não seja o dilema em quem escolher para comprar o próximo trago. Esse pessoal “das margens” devia também fazer juz ao proprio rótulo e ir fumar pedra em qualquer lugar realmente “nas margens”, ao invés de filar meu vinho toda vez que passo entre a multidão com a única garrafa do fim de semana. Se querem fazer essa arte de merda a façam com o mínimo de seriedade profissional e não paguem uma de marginalizados apenas pelo fato de estarem o dia inteiro na rua por livre e espontanea vontade. Organizem-se, reinvidiquem e parem durante pelos alguma horas de encher a cara de cachaça em plena segunda-feira.

    • Rafael permalink

      Caro, sinceramente não sei do que você fala quando cita a compra de produtos prontos e revenda, pra mim isso é camelô, entre nós (artesãos) chamamos isso de “fuleragem” e pega mal ter algo disso no pano, dá vergonha. Se você tiver olhos para observar a arte, verá que nada ali é industrializado e poderá ver o artesão fazer na hora se pedir.

      Outra coisa, não existe bijuteria dita artesanato, ou uma coisa é bijuteria ou ela é artesanato. Inclusive, deixo aqui um aviso, é comum as pessoas se referirem ao trabalhos dos artesãos como bijuteria, isso é super ofensivo, bijuteria pra gente é indústria, plástico, agente chama de brilho-show e pra nós, a preferência das pessoas por um produto industrializado, feito em série, de plástico e artificial, representa a formatação dela como ser social e demonstra sua miopia quanto a arte. Todo mundo quer ser igual, dentro do padrão e o artesanato rompe isso, pois é peça única e original. Não é qualquer pessoa que tem coragem de usar.

      Quanto a questão da organização política, bem, essa é uma questão complexa mesmo. Acontece que os artesãos são bem anárquicos, falar em qualquer tipo de organização soa como enquadramento e burocratização, não bastasse isso, a grande maioria são nômades, estão em constante movimento o que impede uma assembléia ou algo do tipo, além de tudo, como grupo marginalizado e sem objetivos de acumulo de capital, ninguém tem dinheiro pra organizar nada.
      Mas tudo bem, nada disso serve como justificativa, mas é um contexto que não pode ser desprezado. A minha opinião particular é que deveria haver essa organização e aos poucos, outros artesãos tem percebido essa importância, mas até que algo de fato aconteça, essa questão não serve pra justificar os abusos que são cometidos, é uma deficiência do grupo, mas que na verdade reflete uma de suas virtudes, a independência enquanto individuo perante um sistema dominante.

      Agora, abordando outra questão, a dos “hippies” que são chatos, que ficam pedindo um real, que mangueiam toda hora um cigarro ou um gole de sua cachaça. Primeiro, em todo grupo existem indivíduos com caráter diverso, assim é na política, na medicina, na policia e por ai vai. O que combato é a generalização do preconceito, é querer taxar todos artesãos pelo pior exemplo de seu grupo. Isso pra mim é reflexo de 40 anos de preconceito, falta de sensibilidade e ignorância.

      Quanto ao conceito de estar a “margem da sociedade”, bem, esse conceito sou eu que estou difundindo, assim como tudo o que vocês estão vendo neste espaço. Não quer dizer que eu seja um representante legitimo do grupo ou que todos concordem com a minha visão dos fatos.

      Uma última questão, é que esse “hippie” que a sociedade vê como um sujo, ladrão e noiado, pode ser uma consequência de toda essa repressão que vem acontecendo. Essa é uma hipótese minha. Quando comecei o trabalho na praça Sete conheci artesãos, que após perderem seus trabalhos diversas vezes, acabaram por se entregar a rua, as drogas e a mendicância. Outros não, continuam resistindo. Óbvio que algumas pessoas tem um caráter mais forte que outras, mas a revolta por tudo que vem acontecendo é decisiva no sentido de empurrar o individuo nesse caminho.

      • Planofurado permalink

        É bom ler alguém ainda capaz de participar de uma discussão. Alguém que diz o que sabe e não fica recomendendo livros como nosso amigo da familia real. Minha resposta está abaixo…

    • PlanoFurado,
      seu comentário reflete uma sociedade egoísta e enquadrada. Se não quer dividir o seu vinho, é só dizer não. Ou beber em casa, na rua estamos expostos a diversos encontros, se este tipo lhe incomoda, talvez você esteja circulando pelos lugares errados. Sugiro que tome seu vinho no Café Com Letras. Caso, não seja possível, se abra, divida, compartilhe. Ou será que a liberdade desse pessoal que vive nas ruas te incomoda?
      E deixe o julgamento para os juízes, porque a sua visão é limitada diante de um processo que é complexo. Procure saber sobre hippes, política e anarquismo, vai ajudar a melhorar seu entendimento. Abç,
      Fidélis

      • Planofurado permalink

        Liberdade de quem nas ruas? A minha faço juz a questão e ando por onde sempre andei: nas ruas. Não é essa a idéia ou tenho que ir nesses lugares que não conheço? Pois tenho certeza que um Chapinha quente não seria do paladar da clientela, ainda mais sendo seus pares na Acadêmia. Sabe como funciona as ruas longe dos holofotes e das casas noturnas próximas de antigos viadutos? Elas são egoistas, fedem, são sujas, as brigas já fazem parte de questões muito acima da violência sumaria. É a existencia. Respeita-se o outro por merecer. Aliás, sabe alguma coisa sobre violência? Compartilhar meu vinho…fala como se fosse algo tirado de um livro. Fumam, não me dão um trago sequer e ainda tenho que ser o missionario das cusas etílicas? Seu discurso de universidade constroi um ambiente lúdico, livre, onde pessoas circulam como que não envoltas em relações de exploração e trabalho mal remunerado. São tantos os seus clichês e contradições que eu me perco na resposta! Você me recomenda livros, diz para me educar melhor e ler mais sobre determinados assuntos, e sou eu o condenado a ser quem fez juizos e julgamentos? Não entendo. Mas obrigado pelas dicas, tentarei “melhorar meu entendimento”. Com o mínimo procura-se apenas um salário de prazer. E ainda um boca aberta com nome de familia real…

      • Nossa velho, foi mal!
        Não sabia que uma sugestão minha poderia lhe ser tão ofensiva. Desculpe.
        E pelo visto você continua a julgar. Que hábito, heim!? Meu sobre-nome “aristocrático” vem de alguma mucamba que Dom Pedro comeu, possivelmente a minha tataravó. Sou descendente de bastardos meu caro, criado no centrão, onde moro e trabalho. A praça Sete é meu play!
        Agora, acho melhor a gente voltar a discussão central: a arbitrariedade com que a população de rua é tratada pelo poder público. Partir para pessoalidades é uma bobagem e demonstra falta de argumento. Abç

  6. Leonardo Mesquita permalink

    Cara, muito bom saber que mesmo em face das maiores violências institucionais o nosso sentimento e intelecto nos faça reagir e denunciar , como você fez !
    Só uma sugestão, provavelmente você já conhece o site, mas eu acho que seria uma coisa muito boa publicar isso daqui nele : http://prod.midiaindependente.org/

    • Rafael permalink

      Valeu pela força camarada, com certeza luto por ser um artesão, mas principalmente como cidadão, me revolta ver tanto material humano (policia, fiscalização) e dinheiro público sendo gastos em uma ação que só visa marginalizar um grupo cultural. Imagine que a prefeitura retirou 5 mil camelôs das ruas de bh e a 8 anos executa estas operações na tentativa de expulsar os artesãos do centro e nada consegue. Não consegue porque é um grupo com ideologia e a prefeitura utiliza a lógica do combate ao camelô, que é a lógica do comércio. Como o artesão não é um comerciante no sentido estrito da palavra, a apreensão de seus trabalhos não gera uma perda material que desestimule a sua permanencia, muito pelo contrario o incentiva a permanecer no local e resistir.

      A única solução para evitar este tipo de repressão seria o tombamento pelo iphan dos processos artesanais que o artesão utiliza e neste sentido estou guiando meu trabalho.

      Sim, conheço o CMI e publiquei lá, na coluna da direita, mas tive umas dificuldade em inserir fotos e videos, ficou só o texto e o link pro blog.

      Abraços!

  7. Isto que eles fazem é crime… eles são os verdadeiros ladrões… como podem roubar o material comprado com tanto suor… safados… Acho que preferem que eles estejam roubando… A via é publica, os passeios tb… aonde esta os direitos destas pessoas?

    • Rafael permalink

      Olá Erica, de fato, o que o municipio vem praticando é uma politica repressiva de carater criminal. Por enquanto, estou levantando a discussão acercas dos bens pessoais e o roubo institucionalizado que a prefeitura de BH pratica não só contra os artesãos, mas também aos moradores de rua.

      Quanto ao artesanato e o direito de se expor em praça pública, estou terminando um texto onde baseado em documentos e tratados internacionais, dos quais o Brasil ratifica através de decreto, se configura claro o direito deste grupo utilizar o espaço público para expressar sua arte. Em breve vou postar.

  8. Sílvia Maria permalink

    O que me tocou mais profundamente nisso tudo foi no final da “operação” a rua sendo lavada. Ato explícito que demostra que o Estado enxerga os seres em questão como lixo. A raíz da falta de respeito, antes de qualquer coisa, pela vida.

  9. Elangelgustavo permalink

    Sou estrangeiro e moro na barra da lagoa – florianopolis – sc a 22, fazo artesanato a 11 anos. Aqui nao tem problema de fiscalizacion mais tem muito camelo, fulero. Eu nao exponho nemuma peca que nao tenha feito com minhas maos. Eles compram na 25 de marco e vendem por um preco bem baixo fuleragem, artesanato feito em serie, perjudicando a vida do artesao que vende sua arte. Eles invadem a praca do artesao com suas mercadorias fuleras, colocam alicates na banca, e ate escutei muitas vecez eles dizer que e feito por eles mesmos. Deveria existir no brasil uma lei que seja feita cumprir. Camelo na rua e ilegal, artesao tem direito a expor sua arte nos lugares publicos. Nao existe maior expressao cultural de um povo que o seu artesanato. Ou tem fiscal, ou tem fulero te ferrando! E nos os artesoes nao somos vistos como entes de expressao cultural, e ate por muitas pessoas nem somos vistos como trabalhadores. Existe preconceito por parte do governo e por consecuencia preconceito por parte do povo. E e a tal ponto que todo artesao sabe que na hora de vender muitas vecez temos que faze-lo a um preco muito baixo, quasi nemguem valoriza. E esa desvalorizacao por parte do povo tem a ver com a desvalorizacao por parte do governo pela arte, pela expressao cultural do povo. -os artesoes devemos nos organizar a nivel federal e pedir que sejam respeitados nossos direitos. Artesanato e uma profisao honesta, que exercita a imaginacao e desarroia habilidades, e uma profisao tao saudavel que ate nas clinicas de recuperacao e utilizada como terapia. – Devemos ser organizados para nos mesmos fazermos nos respetar, valorizar. Sem mais esterar que a valorizacao venha por si so. Se nao nos valorizamos nos mesmos nemguem vai nos valorizar.

    • Rafael permalink

      Olá camarada…Gostei muito de suas palavras e é justo isso que tentamos fazer, unir os artesãos e informar a sociedade como um todo sobre a riqueza cultural que existe não só no “fazer artesanal”, mas na cultura do viajeiro que está por trás deste oficio.

      Como artesão, conheço profundamente as dificuldades e como fotografo tento expor estas questões. A luta é possível e a vitória é certa, pois possuímos uma razão. Mas sem luta, não há vitoria. É preciso espalhar a noticia entre os irmãos e fortalecer os laços.

      Abraços!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: