Skip to content

Às vésperas da Audiência Pública, mais uma tentativa de criminalizar os artistas!

10/08/2011

Mais uma vez,  violação dos direitos humanos contra os “artesãos nômades”…

A Prefeitura de Belo Horizonte, em parceria com a mídia e a policia, desencadeia uma ação difamatória, criminalizando o artista.

O jornal Estado de Minas publicou nota acusando os artesãos que expõe na Praça Sete de serem sujos, agressivos e nem serem artesãos e sim marginais fingindo ser “hippies”. Sua arte foi chamada de “quinquilharia”.

Como já é de costume, o jornal não deu voz aos próprios artesãos.

Já é fato noticioso na mídia a campanha de higienização social promovida pela atual gestão do Prefeito Márcio Lacerda, que, diga-se de passagem, esta a beira de ter seus bens bloqueados, já que a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público propôs uma ação civil pública por ato de improbidade administrativa.

Mais uma operação… E, mais uma vez, durante a operação, artesãos foram presos e foram confiscados bens pessoais, como materiais de higiene, roupas, ferramentas e matéria-prima. Ao serem avisados do erro, pelos próprios artesãos, os fiscais não souberam alegar qual artigo do Código de Posturas do Município justificaria tal apreensão.

Por enquanto, fiquem com a matéria do Jornal Estado de Minas, onde vê-se, mais uma vez, a imprensa mineira demonstrando seu alinhamento com o autoritarismo e a violação do Estado de Direito Democrático.

Jornal Estado de Minas – 9-8-2011

Título: Agressividade e Mau cheiro

Um grupo que começou com cinco ou seis pessoas e gira hoje em torno de 40 a 50 tomou conta do quarteirão fechado da rua Rio de Janeiro, entre a Praça Sete e a rua Tamoios, centro de Belo Horizonte, a pretexto de vender artesanato, se intitula hippie. Eles não tomam banho, comem ali mesmo, penduram roupas sujas e pernoitam. São agressivos e o mau cheiro é insuportável. “Se tirar foto da gente, quebramos você e a maquina”, ameaçam. De acordo com a secretaria municipal adjunta de Assistência Social, eles não aceitam ser tratados como moradores de rua, o que lhes abriria as portas dos abrigos municipais para alimentação e higienização, e a prefeitura já ofereceu a eles outro local para expor e vender as quinquilharias. Eles compõe um cenário proporcionalmente inverso às pretensões de quem se candidatou a uma subsede da Copa do Mundo. Turista não gosta de sujeira nem de ser tratado com grosseria, e adora tirar fotografia.

Repórter: Arnaldo Viana

 A foto que ilustra a pauta é Paulo Filgueiras

Matéria exibida na TV Alterosa:

http://www.alterosa.com.br/html/noticia_interna,id_sessao=7&id_noticia=59042/noticia_interna.shtml

Anúncios

From → Sem categoria

3 Comentários
  1. Estou aqui para deixar o apoio do movimento estudantil da UFMG e do DCE da UFMG em relação a essa ditadura que esta sendo imposta em BH.
    acabei de pensar LACERDA NAZISTA INIMIGO DO ARTISTA fraze boa para propagandear…

  2. Rafael permalink

    Valeu Samuel, agradecido pelo apoio nesta questão. Vamos lá que a situação nos toca a todos os cidadãos.

    Abraços.

Trackbacks & Pingbacks

  1. A cobertura da mídia mineira sobre a situação dos artesãos em BH « A beleza da margem, à margem da beleza

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: