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Praça Sete Sitiada – Parte I – “Quem é o ladrão?”

14/08/2011

9 de agosto 2011.
Faltando dois dias para a Audiência Pública que denunciaria toda politica repressiva de caráter criminal praticada pela prefeitura, a policia militar, junto a fiscalização do município inicia o sitiamento da Praça Sete em Belo Horizonte. A ação duraria pelos próximos 4 dias.

As violações continuam, mas desta vez, os artesãos estão conscientes das leis e questionando os fiscais, fazem com que eles reconheçam seus próprios erros.

Acompanhe esta série que irá culminar na Audiência.

 

 

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2 Comentários
  1. Eu já vi algo do tipo acontecer de perto. É extremamente revoltante, sério. Chega a dar vergonha. Conheci uns hippies uma vez na savassi, que cismaram de sentar na nossa mesa e bater papo. Muuuitooo tempo depois, eu estava subindo a praça 7 de noite, e lá em cima, tava rolando uma batida policial por causa de roubo em uns “malacos”, e eu não vi. Quando fui passar, um hippie me chamou…eu reconheci que era o mesmo da Savassi. Ele começou a puxar papo comigo enquanto fazia um anel, tomando meu tempo propositalmente, e ele tinha visto que eu estava com pressa. Foi ai que ele disse que tinha me chamado pq eu iria passar no meio da batida sem ver, o que de fato era verdade. Nesse meio tempo, ficamos conversando e subimos até o shopping cidade. Ele me contou que poucos minutos antes deu chegar, a polícia tinha feito uma limpa na praça. Levou TODO o dinheiro dele, que ele tinha conseguido vendendo o artesanato, levou todo o artesanato que ainda não tinha sido vendido, e pra aumentar a filha da putagem, levou o material que ele tinha ACABADO de comprar pra fazer mais coisas e vender. Resultado, o cara ficou na merda. Não tinha grana, e não tinha material para continuar fazendo o que o sustentava. Detalhe, ele era de familia boa… o pai dele era advogado eu acho, e ele não pedia nenhum centavo pra se sustentar, vivia com a grana que ganhava fazendo as coisas porque não queria ser dependente. ¬¬ Eu fiquei indignada. Depois que acontece isso, e eles sentem necessidade de pedir grana pras pessoas por não ter de onde tirar, as pessoas passam enxerga-los de uma maneira ainda pior.

    • Rafael permalink

      Olá Danny, vc descreveu exatamente o processo que criminaliza e marginaliza um artista que optou por ser contra-cultura. Uma das bases deste trabalho é justo questionar até que ponto estas ações da prefeitura não seriam um imenso desperdício de dinheiro publico, desgaste do material humano (fiscais, policia) e que tem como consequência a marginalização de alguém que não possui um caráter de criminoso.

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