Skip to content

Jornal “Hoje em Dia”

06/11/2012

Observações sobre esta reportagem:

1- Na verdade, nunca saímos da praça Sete, não entendemos o titulo da matéria. Nunca fomos “afastados”, a politica de repressão da prefeitura e policia militar é totalmente ineficaz. Nos últimos 4 meses, não houve um dia sequer com menos de 10 artesãos na praça, que fique registrado.

2- Mas tudo bem, a repórter foi bem simpática  nos ouviu com respeito. Por fim a matéria ainda saiu meio careta, mas deve ter sido o editor, sabe como é a mídia convencional.

Link original da matéria clicando aqui.

06/11/2012

Após quatro meses, hippies voltam à Praça 7

Patrícia Santos Dumont – Do Hoje em Dia
Carlos Roberto
Hippies
Afastados da Praça 7, hippies retomam suas atividades no local

Quatro meses após serem expulsos da Praça 7, no Centro de Belo Horizonte, artesãos retornam, aos poucos, ao seu local de trabalho. Os hippies, como são chamados, estão respaldados por uma medida liminar expedida pelo juiz Geraldo Claret de Arantes, da 1ª Vara da Fazenda e Autarquias de Belo Horizonte.

A decisão do magistrado, publicada no dia 2 de outubro, foi baseada na Constituição Federal. “Vivemos em uma sociedade pluralista, onde as pessoas não têm que ser homogêneas. Os desiguais podem, perfeitamente, viver juntos”, explica.

Para ele, manifestações artísticas e intelectuais devem ser respeitadas. “Do ponto de vista estritamente legal, não há nenhuma legislação da Prefeitura de Belo Horizonte que proíba os artesãos de exercerem seu ofício”.

Direitos garantidos

A defensora pública Flavia Marcelle Torres Ferreira de Morais, da Defensoria Especializada de Direitos Humanos, Coletivos e Socioambientais (DPDH), autora da proposta, detalha que a ação civil pública foi requerida com a finalidade de garantir os direitos dos artesãos de rua à cidade.

Em seu texto, publicado na decisão, afirma que “o Código de Posturas, instrumento invocado para autorizar a ação municipal/estadual ora questionada, nem de longe se refere ao modo de vida dos hippies. O código cuida de ambulantes-camelôs, toreros e flanelinhas”.

Para a defensora pública, a proibição das atividades na Praça 7 tem o intuito de “mascarar uma tendência higienista, que não pode ser tolerada e que, portanto, não pode continuar a prevalecer”.

Penalidade

A decisão determina, ainda, a devolução, no prazo de dez dias, contados a partir de 5 de outubro, dos materiais apreendidos com os hippies, sem qualquer ônus para os interessados, mediante recibo. O descumprimento da medida acarretará à PBH uma multa diária de R$ 5 mil, aplicada ainda à fiscalização ilegal das atividades realizadas por eles na Praça 7.

Para o artesão e fotógrafo Rafael Lage, um dos idealizadores do blog Beleza da Margem, que narra os embates entre os hippies e a PBH, a decisão é apenas um capítulo do que ele classifica como desestrutura-ção cultural.

“Essa decisão é resultado de oito anos de política pública equivocada. Infelizmente não é uma deliberação definitiva”. A prefeitura informou, por meio da assessoria de imprensa, que apresentou um agravo de instrumento, no último dia 22. O recurso ainda não foi julgado.

Anúncios

From → Sem categoria

Deixe um comentário

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: