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Sinopses dos documentários da trilogia Malucos de Estrada

28/02/2015

Beauty of the border 3

Malucos de Estrada – parte I – O hippie mestiço

Malucos, bixos-grilos, microbios, macunaimas e outros loucos sincretizando com a vanguarda do “self” nas décadas de 60 e 70, em um paraíso tropical ocupado por uma sociedade mestiça, conservadora e comandada por militares sádicos.

Nesse contexto se dá o hibridismo do movimento “hippie” internacional com a cultura popular brasileira. Absorvendo as influências indígena, afro-brasileira, o contexto político da ditadura e as características de um país sub-desenvolvendo-se através de gambiarras, surge um tipo único, o maluco de BR, que ao longo de 50 anos, mesclando e se adaptando, sobrevive e resiste as investidas da normose coletiva que nos conduz ao colapso social, econômico, estrutural, ecológico e afetivo/emocional.

Totalmente baseado na narrativa oral dos anciãos do movimento, conhecido também como “Rádio Cipó”, Malucos de Estrada – parte I resgata as origens da “maluquês” brasileira, sua influência e os seus desdobramentos na identidade coletiva do país.


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Malucos de Estrada – parte II – Cultura de BR

Assista: https://www.youtube.com/watch?v=FkNQzECkvF0

Os “malucos de estrada” são os protagonistas/atores sociais de uma expressão cultural brasileira que apresenta características singulares, comportando uma cosmovisão, práticas, estilos de vida, fazeres e saberes que conferem suas matizes características. No entanto, nos últimos quarenta anos sua existência tem sido folclorizada ou mesmo criminalizada pela sociedade e instituições públicas devido a sua invisibilidade e a falta de reconhecimento por parte dos gestores da cultura.

Em “Cultura de BR”, desfolclorizamos o “hippie” brasileiro e promovemos uma primeira abertura sobre alguns dos conceitos que norteiam a cultura da “malucada”. Pedras de maluco, mangueios, mocós, o sentimento de família, os códigos, a maluquês misturada com a lucidez, o sentido e a direção de uma busca libertária pela expressão genuína do ser interno que habita em cada um de nós.


repressão bh

Malucos de Estrada – parte III – Como se fabricam marginais em nosso país

“Aí o delegado mandou recolher a gente e disse:

– Eu não vou fazer nada com vocês. Mas eu tenho um memorando do secretário de segurança da Bahia. Todo o ‘hippie’ que chegar é pra cortar o cabelo, deixar três dias preso e depois mandar embora da cidade.”
Depoimento de Rui Coroa

Do ponto de vista das ações institucionais, assim se descreve a política pública nos anos 60, 70 e 80 para quem estava na estrada (BR). Não raro, costumava-se utilizar o Artigo 59 (crime de vadiagem), que dava até seis de meses de cadeia.

Décadas se passaram, o pretexto mudou, mas a repressão institucionalizada continua. Ironicamente, nos dias de hoje, os malucos são perseguidos justo porque trabalham.

Derrotados, porém invencíveis. Essa é a sina de uma cultura que resiste à décadas ao assalto institucionalizado, ao assédio moral e à violação dos direitos humanos praticados pelo Estado.

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One Comment
  1. teresa mendes de souza permalink

    olá sou de londrina e ontem enterramos mais um dos nossos com apenas 34 anos,acredito que devems abordar o tema da saúde entre os malucos afinal nossa vida não ha regras e a desinformação leva a cometer erros fatais ,estarei divulgando o trabalho pra malucada do sul parabens pela iniciativa a todos os envolvidos.
    teresa mendes -londrina paraná

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